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FMM Sines 2016: O mundo ao vivo em nove dias de música em Sines e Porto Covo Alinhamento completo, aqui
 
2016-07-20 04:18 inserido por Palco Principal

Os centros históricos e as praias de Sines e Porto Covo, na Costa Alentejana, aguardam pela chegada de milhares de “espectadores-descobridores” para mais um FMM Sines – Festival Músicas do Mundo. De 22 a 30 de julho de 2016, a 18.ª edição do festival apresenta um alinhamento de 47 concertos com alguma da melhor música que se está a produzir no mundo neste momento.

Como vem acontecendo desde 2014, o festival começa em Porto Covo, com três dias de música (22, 23 e 24 de julho) no Largo Marquês de Pombal, a praça pombalina no centro da aldeia. Nos dias 25 e 26, o festival chega à cidade de Sines para dois dias com concertos no Centro de Artes e no Largo Poeta Bocage. De 27 a 30 de julho, o festival atinge o pico da sua intensidade com espetáculos no Castelo medieval e no palco montado no passeio marítimo junto à Praia Vasco da Gama.

A grande viagem da música

Vencedor do prémio de melhor alinhamento artístico dos Iberian Festival Awards 2015, O FMM Sines propõe em 2016, mais uma vez, um programa que cruza oceanos, atravessa continentes e derruba fronteiras estéticas.

Partindo da Ásia, encontramos Nine Treasures, uma banda de folk metal que cruza os sons da tradição da região chinesa da Mongólia Interior com a modernidade de Pequim.

Da China, cruzamos o Pacífico para chegar à América do Norte, onde nos espera o afro-reggae da Wesli Band, liderada por um músico haitiano radicado no Canadá. Dos EUA chega a fusão entre jazz e hip hop que resulta do encontro de David Murray e Saul Williams.

Descendo o continente americano, chegamos à Colômbia, que contribui para o FMM Sines 2016 com três propostas contemporâneas: a experiência com percussão reciclada de Alibombo, os sons psicadélicos de Los Pirañas e as vibrações afrocaribenhas de Systema Solar.

A juventude é uma marca da delegação brasileira, composta pelo hip hop e o funk de BNegão & Seletores de Frequência, o rock com toques de MPB da Graveola e as inspirações afrobeat da orquestra Bixiga 70.

Do sul da América do Sul é originária a cantora-compositora argentina Juana Molina, uma das maiores figuras da música alternativa latino-americana.

África de todas as latitudes

Atravessando o oceano Atlântico e entrando no Índico, desembarcamos a leste do Madagáscar, na ilha Reunião. É aqui que encontramos uma das figuras mais respeitadas das músicas de raiz tradicional em todo o mundo: Danyèl Waro, renovador do maloya.

Entramos no continente africano pela África do Sul, país natal de Mo Laudi, DJ que tem ajudado a divulgar o afro-house nas pistas de dança de Londres, de Paris e do mundo.

Seguindo para norte, atingimos Angola, com dois grandes nomes nesta edição do festival: Paulo Flores, o rei do semba, e DJ Satelite, um dos principais impulsionadores da música de dança angolana na cena internacional.

Do território de fronteira entre Angola e a República Democrática do Congo (com ligações a Lisboa) emerge Konono n.º 1 meets Batida, o concerto que transpõe para o palco o encontro do disco homónimo lançado este ano. Também do Congo, o festival recebe Mbongwana Star, agrupamento criado a partir do núcleo dos extintos Staff Benda Bilili.

Mantendo-nos em África, chegamos ao Gana para conhecer a “voz de ouro do highlife”, Pat Thomas, que se fará acompanhar em Sines pela Kwashibu Area Band. Voando para noroeste chegamos a músicos de duas “Guinés”: Karyna Gomes, cantora que mostra o lado mais urbano da música da Guiné-Bissau, e Moh! Kouyaté, um “griot” moderno da Guiné-Conacri.

O Mali tem este ano como representante a banda Bamba Wassoulou Groove, um encontro das músicas da região de Wassoulou com o rock. A vizinha Mauritânia estreia-se no festival com Noura Mint Seymali, que cruza a tradição moura com a eletricidade psicadélica.

Estamos já no norte de África, onde descobrimos dois modernizadores das músicas com raízes no Magrebe: o percussionista tunisino Imed Alibi e o rocker argelino Mehdi Haddab, que regressa a Sines com a sua banda Speed Caravan, desta vez com um fundo de ritmos senegaleses. Ainda do norte de África, mais precisamente do Egito, chega o som de Islam Chipsy & E.E.K., uma das mais entusiasmantes propostas de música ao vivo do planeta.

De leste a oeste

Do Egito subimos para o Levante e para o Cáucaso, onde encontramos o cantor-compositor libanês radicado em França Bachar Mar-Khalifé, o diálogo instrumental entre Arménia e Turquia promovido por Vardan Hovanissian & Emre Gültekin e a tradição polifónica georgiana por um dos seus agrupamentos mais destacados, Alaverdi.

Do leste europeu, o FMM traz a Sines o cabaret ucraniano das Dakh Daughters e a frescura da folk dos estonianos Trad.Attack!

O génio escandinavo é este ano trazido pelo trio de improvisação 1982, composto por três dos melhores músicos noruegueses.

O Reino Unido promete deixar uma marca muito forte em 2016, com a participação de Billy Bragg, um dos grandes cantores políticos europeus, The Unthanks, expoente da folk britânica contemporânea, e The Comet is Coming, uma banda jovem entre o jazz e a eletrónica.

Fazemos uma paragem em Amesterdão porque foi nesta cidade que nasceu uma das bandas com geografia mais complexa desta edição do festival: Fumaça Preta, um grupo composto por um luso-venezuelano e três britânicos cujo som é um cocktail tropical psicadélico.

A seleção portuguesa para 2016 varia entre grupos fundados na tradição musical – Segue-me à Capela, Criatura, Retimbrar e Sebastião Antunes & Quadrilha – e músicos a solo com veia experimental – Norberto Lobo e Filho da Mãe. Mais perto da música alternativa, surgem os também portugueses Jibóia e a jigsaw & The Great Moonshiners Band. A tribal dance dos OliveTreeDance e os blues de Hearts and Bones mostram ainda outras vertentes da criação musical portuguesa.

Terminamos navegando até dois arquipélagos atlânticos. Das Ilhas Canárias, o festival recebe Germán López, um especialista no “timple”, instrumento de cordas da família do cavaquinho. De Cabo Verde, é uma honra acolher a lenda do funaná Bitori e um projeto que é na verdade luso-cabo-verdiano: o encontro entre o quarteto do saxofonista Carlos Martins e a cantora Jenifer Solidade.

Além dos concertos, está prevista uma programação de iniciativas paralelas com animação de rua, ateliê de construção de instrumentos, conversas com artistas, sessões de contos, iniciativas para bebés e crianças, visitas guiadas aos bastidores do festival e feira do disco e do livro, entre outras.

ALINHAMENTO COMPLETO DE CONCERTOS

:: Porto Covo

Todos os concertos no Largo Marquês de Pombal

22 de julho (sexta)

19h00: SEGUE-ME À CAPELA (Portugal)
22h00: JUANA MOLINA (Argentina)
23h30: GRAVEOLA (Brasil)

23 de julho (sábado)

19h00: KARYNA GOMES (Guiné-Bissau)
22h00: BAMBA WASSOULOU GROOVE (Mali)
23h30: BNEGÃO & SELETORES DE FREQUÊNCIA (Brasil)

24 de julho (domingo)

19h00: JENIFER SOLIDADE & CARLOS MARTINS (Portugal / Cabo Verde)
22h00: THE UNTHANKS (Reino Unido)
23h30: WESLI BAND (Haiti / Canadá)

:: Sines (cidade)

25 de julho (segunda)

21h30: GERMÁN LÓPEZ (Canárias - Espanha), Centro de Artes - Auditório
22h45: 1982 (Noruega), Centro de Artes - Auditório
00h00: MO LAUDI (África do Sul), Largo Poeta Bocage

26 de julho (terça)

21h30: VARDAN HOVANISSIAN & EMRE GÜLTEKIN (Arménia / Turquia), Centro de Artes - Auditório
22h45: ALAVERDI (Geórgia), Centro de Artes de Sines - Auditório
00h00: ALIBOMBO (Colômbia), Largo Poeta Bocage

27 de julho (quarta)

18h45: CRIATURA (Portugal), Castelo
20h00: TRAD.ATTACK! (Estónia), Av. Vasco da Gama
21h45: DAKH DAUGHTERS (Ucrânia), Castelo
23h15: MOH! KOUYATÉ (Guiné-Conacri), Castelo
00h45: MBONGWANA STAR (R. D. Congo), Castelo
02h30: NINE TREASURES (Mongólia Interior – China), Av. Vasco da Gama
04h00: OLIVETREEDANCE (Portugal), Av. Vasco da Gama

28 de julho (quinta)

17h00: HEARTS AND BONES (Portugal), Centro de Artes - Auditório
18h45: RETIMBRAR (Portugal), Castelo
20h00: A JIGSAW & THE GREAT MOONSHINERS BAND (Portugal), Av. Vasco da Gama
21h45: DANYÈL WARO (Reunião – França), Castelo
23h15: NOURA MINT SEYMALI (Mauritânia), Castelo
00h45: BIXIGA 70 (Brasil), Castelo
02h30: THE COMET IS COMING (Reino Unido), Av. Vasco da Gama
04h00: DJ SATELITE (Angola), Av. Vasco da Gama

29 de julho (sexta)

17h00: FILHO DA MÃE (Portugal), Centro de Artes - Auditório
18h45: BITORI (Cabo Verde), Castelo
20h00: LOS PIRAÑAS (Colômbia), Av. Vasco da Gama
21h45: DAVID MURRAY INFINITY QUARTET FEAT. SAUL WILLIAMS (EUA) - Castelo
23h15: IMED ALIBI (Tunísia / França), Castelo
00h45: KONONO N.º 1 MEETS BATIDA (R. D. Congo / Angola / Portugal), Castelo
02h30: FUMAÇA PRETA (Venezuela / Portugal / Reino Unido), Av. Vasco da Gama
04h00: ISLAM CHIPSY & E.E.K. (Egito), Av. Vasco da Gama

30 de julho (sábado)

17h00: NORBERTO LOBO (Portugal), Centro de Artes - Auditório
18h45: SEBASTIÃO ANTUNES & QUADRILHA (Portugal), Castelo
20h00: BACHAR MAR-KHALIFÉ (Líbano / França), Av. Vasco da Gama
21h45: BILLY BRAGG (Reino Unido), Castelo
23h15: SPEED CARAVAN (Argélia / França / Senegal), Castelo
00h45: PAT THOMAS & KWASHIBU AREA BAND (Gana), Castelo
02h30: PAULO FLORES (Angola), Av. Vasco da Gama
04h00: SYSTEMA SOLAR (Colômbia), Av. Vasco da Gama
05h45: JIBÓIA (Portugal), Av. Vasco da Gama

ENTRADAS

Todos os concertos em Porto Covo, na Avenida Vasco da Gama e no Largo Poeta Bocage, bem como os concertos vespertinos no Castelo, são de entrada livre. Os concertos no auditório do Centro de Artes de Sines e os concertos noturnos no Castelo são de entrada paga (ver preços em www.fmmsines.pt).

O FMM SINES

O FMM Sines é um festival aberto a todas as músicas: de raiz tradicional, urbanas, alternativas, experimentais, de cruzamento. Mais do que um festival de “world music”, é um festival que procura as músicas do mundo reais como são feitas e vividas no nosso tempo: músicas miscigenadas, marcadas pelos contactos entre artistas de origens geográficas e culturais diferentes, devedoras dos movimentos de ideias e pessoas que definem a contemporaneidade. O principal objetivo é transcender a perspetiva etnocêntrica que domina a oferta “mainstream” e promover a liberdade e a igualdade na circulação artística.

 

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